Projeto de Extensão Torre de Babel
PROJETO DE EXTENSÃO TORRE DE BABEL
O projeto de extensão Torre de Babel é uma ação interdisciplinar que busca a troca de conhecimentos entre setores diversos da UFRJ, a fim de agregar novos saberes à sociedade. Dentre as atividades, destaca-se a tradução de tratados históricos de desenho e pintura realizada pelo grupo de pesquisa Constructo.
Atualmente, o grupo atua na análise e divulgação científica do tratado de proporção do artista Albrecht Dürer (1471-1528), datado de 1591, presente no acervo da Biblioteca de Obras Raras da EBA da UFRJ (EBAOR). No fim de sua vida, Dürer dedicou-se à escrita dos tratados de matemática − Underweysung der messung mit dem zirckel und richtscheyt or instructions for measuring with compass and ruler (quatro livros sobre medição ou instruções para medição com compasso e régua), publicado em Nuremberg, em 1525; e vier bücher von menschlicher proportion (quatro livros de proporção humana), publicado em 1528, ano de sua morte.
O primeiro aborda questões relativas à geometria pura e aplicada (estudo de sólidos geométricos, design de tipos, perspectiva), e o segundo, sistemas de proporção do corpo humano. Seu trabalho representa o movimento e a busca por tornar acessível os “conhecimentos de Euclides” que até então eram voltados para iniciados. A Biblioteca de Obras Raras da EBA possui uma edição do quarto livro (“libri quatro”) de proporção humana, traduzida do alemão para o dialeto veneziano do século XVI, utilizando um vocabulário na linguagem dos artesãos. No tratado, Dürer problematiza o uso da lógica geométrica, por meio de questões como análise da forma triangular na composição, construção de projeções ortogonais combinadas, perspectiva e eixos compositivos curvos. Sua contribuição foi atualizar as pesquisas geométricas a partir de uma maneira didática de perceber formalmente o mundo e pensar a imagem na pintura. O objetivo da pesquisa é analisar o exemplar da EBAOR, investigando sua história, contexto e aplicações desse tratado na prática artística, bem como refletir sobre os tratamentos de restauro feitos na EBAOR, relacionando a esfera do patrimônio com a teoria e história da arte.
Neste primeiro momento, o grupo atua na digitalização da edição da EBAOR (link na primeira imagem) e na pesquisa teórica sobre o Tratado de Dürer, relacionando contexto histórico, aplicações e estudos comparativos observados em obras de arte, além de realizar entrevistas com restauradores de papel para entender os processos de conservação e restauro realizados na obra. Desta maneira, o presente trabalho visa contribuir na catalogação, estudo e difusão do acervo da ebaor, como ponto de partida para a realização da tradução comentada do veneziano original para o português, em parceria com a faculdade de letras.


Alamares – enfeite ou ornato do vestuário feito por cordão trançado de seda, lã ou metal, formando, por vezes, alça ou presilha à frente.
Bandas – antiga lapela.
Barretina – chapéu de forma cilíndrica, confeccionado em feltro com um reforço de couro em toda a volta na parte inferior e superior, pala de couro envernizado.
Bicórnio – evolução do tricórnico, tipo de chapéu de duas pontas, produzido de feltro. Originalmente tinha as abas largas e dobradas para cima. Evoluiu no estilo para formas diversas.
Bofes – pregas ou folhos (babado franzido ou pregueado) no peitilho das camisas.
Boldrié – uma tira de couro que sustenta o cinto de guarnição pelo ombro do militar, dando-lhe apoio e maior firmeza. Eles apoiam-se sobre o ombro oposto ao objeto que fica pendurado ao cinto.
Canhão – extremidade da manga, geralmente dos uniformes militares, disposta de maneira a formar ou parecer uma dobra da mesma, que diminuíram com o tempo até se tornarem da largura das mangas.
Carcelas – tira de tecido, com casas, que se ajusta a um dos lados de uma peça de vestuário para se abotoar ao outro lado, onde estão os botões, para que estes não fiquem à vista, tipo a braguilha.
Chapéu de claque – um tipo de cartola com um sistema de molas que permitiam achatá-lo.
Correame – conjunto de correias (tiras).
Correia de bayoneta – cinto que segurava a bayoneta, um tipo de faca.
Dragonas – ornamento metálico ou de pano com acabamento em franjas de fios de seda ou ouro colocadas no ombro do militar.
Estarcão – chapa ou malha com escudo ou armas gravadas, bordadas ou pintadas.
Galão – uma fita de comprimento variado, normalmente bordada, usada para dar acabamento em peças de roupas e acessórios.
Gorjal – colar, tipo de armadura, para proteger o pescoço.
Patrona – bolsa quadrada de couro duro, presa no cinto, onde se guarda a munição.
Polainas – peça que cobre a parte inferior da perna e a parte superior do calçado.
Talabarte – tira de couro que sustenta a patrona ou o cinto de guarnição (sinônimo do boldrié).
Talim – acessório para prender a espada.
Tarugo de Frócos de algodão – peça cilíndrica flexível de algodão que é colocada para unir faixas ou outros elelmentos.
Tope de regimento – fivela/presilha nas cores do regimento, presa ao laço de fita dos chapéus.
Tricórnio – tipo de chapéu de três pontas, produzido de feltro. O chapéu é arrematado com o galão e um laço de fita de seda com uma presilha de botão da cor do regimento (tope).
Véstia – antigo colete.







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Plano de Contingência do SiBI/UFRJ
O Plano de Contingência do SiBI/UFRJ objetiva descrever as medidas adotadas pelo SiBI/UFRJ para a preservação e conservação dos seus acervos e infraestrutura, de modo a minimizar os riscos para o pessoal.
Início
Contato: http://localhost/obras
Redes sociais: @obrasrarasebaufrj
Endereço: Av. Pedro Calmon, 500 – Prédio da Reitoria –
7º andar – salas 720 e 722
Cidade Universitária Ilha do Fundão – CEP: 21.941-901/ Rio de Janeiro, RJ
EBAOR em detalhes

A riqueza está nos detalhes. É nesta frase que me apoio para levar ao público o acervo da EBAOR em detalhes. A Exposição faz parte das comemorações dos 187 anos do acervo EBAOR e contempla 15 fotografias que trazem um olhar especial das particularidades que fazem deste acervo tão precioso. Uma encadernação luxuosa, um corte dourado, uma lombada trabalhada, ou um simples passar de página que lhe transporta a um universo totalmente mágico.
Embarque nesta aventura e aproveite cada detalhe!
Fotografias & curadoria: Alessandro Ossola.

J. Baptista da Costa, 1926 Salon, 1928 Barões de S. Joaquim, 1929.
João Zeferino da Costa, 1940 Lucilio de Albuquerque, 1940 Missão Artística Francesa, 1940
Almeida Junior, 1941 Pedro América e Victor Meirelles, 1941 João Baptista da Costa, 1942
Museu Antônio Parreiras, 1942 Exposição de autoretrato, 1944 J. Baptista Castagneto, 1944
Carlos Chambelland, 1950 Exposição de gravuras, 1953 Bens artísticos, 1957
Rodolpho Amoêdo, 1957 EBA e o carnaval, 1981 Irmãos Bernadelli
Exposição Geral de Bellas Artes
1921 1923 1924
1925 1926 1928
1929 1930 1931
1966
Salão Nacional de Belas Artes
1937 1938 1939
1940 1941 1942
1943 1944 1945
1947 1948 1949
1950 1951 1952
1954 1955 1956
1957 1958 1959
1960 1961 1962
1963 1970
Salão Nacional de Arte Moderna
1954 1958 1961
1971 1972 1974
Salão dos alunos da EBA
1979 1980 1981
1982
Salão Paulista de Belas Artes
1940 1943 1948
1987
Catálogo da Biblioteca
1921 1957


A exposição estará disponível para os visitantes do Theatro até dia
14 de agosto em seu hall principal.



























































































































